Histórias Cruzadas - Mais que uma resenha
Minha irmã de certa forma é como eu, também tem um blog e já fez resenha desse mesmo filme, mas como obviamente temos nossas diferenças esta é minha versão de crítica.
Comprei o filme por conta de sua indicação ao Oscar. Até aí eu não conhecia o talento de Viola Davis, Emma Stone, Octavia Spencer, Jessica Chastain e cia, mas afirmo, é praticamente impossível não se emocionar.
O filme aborda vários assuntos e entre eles estão: racismo, feminismo, patriarcado, a questão do fumo excessivo na década de 60, e a violência doméstica. Tudo é retratado com absoluta seriedade, algo que não ficou pesado por conta da veia cômica da empregada Minny. Então fica claro que Histórias Cruzadas é aquele tipo de filme que deve ser exibido nas escolas, pois passa mais que uma carga emocional, mostra-nos um pouco da cultura do antigo Mississipi além de retratar todos esses assuntos, que dariam uma boa aula de história e sociologia.
Posso dizer que há diversas protagonistas, sim protagonistas, pois em 20 anos de vida nunca assisti um filme de época com tantas mulheres fortes. Entretanto quem mais se destaca Aibileen (Viola Davis), a babá era excessivamente explorada por todos os seus patrões devido ao seu apego pelos bebês que cuidava, sem contar que também cuidava das casas. Durante uma cena a jornalista Eugênia/Skeeter entrevista Aibileen e conhece uma história que se repete até hoje, algo também muito comum na vida de várias brasileiras. Aibileen deixava seu filho sozinho em casa para cuidar de outras crianças.
Uma vez em um livro de História vi algo bem parecido, uma ama escrava cuidando de crianças brancas que mais tarde as açoitariam. Aibileen está ficando velha, mas recorda-se de que as crianças sempre ficam tão soberbas quanto seus pais na fase adulta.
Percebe-se então a riqueza desta obra que nos permite pensar e refletir, tanto em assuntos do passado, como no presente e em nosso futuro ainda incerto e cheio de preconceitos.
Posso dizer que há diversas protagonistas, sim protagonistas, pois em 20 anos de vida nunca assisti um filme de época com tantas mulheres fortes. Entretanto quem mais se destaca Aibileen (Viola Davis), a babá era excessivamente explorada por todos os seus patrões devido ao seu apego pelos bebês que cuidava, sem contar que também cuidava das casas. Durante uma cena a jornalista Eugênia/Skeeter entrevista Aibileen e conhece uma história que se repete até hoje, algo também muito comum na vida de várias brasileiras. Aibileen deixava seu filho sozinho em casa para cuidar de outras crianças.
Uma vez em um livro de História vi algo bem parecido, uma ama escrava cuidando de crianças brancas que mais tarde as açoitariam. Aibileen está ficando velha, mas recorda-se de que as crianças sempre ficam tão soberbas quanto seus pais na fase adulta.
Percebe-se então a riqueza desta obra que nos permite pensar e refletir, tanto em assuntos do passado, como no presente e em nosso futuro ainda incerto e cheio de preconceitos.
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| Jessica Chastain e Octavia Spencer |
| Senhora Hilly |
Temos também Minny que é a melhor amiga de Aibileen e trabalha para uma madame bem pior. A patroa dela é uma verdadeira megera egocêntrica, extremamente racista, que acredita que negros não são seres tão humanos como os brancos, mas diz-se cristã e solidária, ainda mais quando se trata da África. Hilly (Bryce Dallas) é a própria personificação da hipocrisia.
Minny possui cinco filhos e mora em uma espécie de favela do Mississipi. Largou a escola cedo para ajudar a família com as despesas e posteriormente é obrigada a ver sua filha mais velha fazer o mesmo, pois seu marido Leroy é um bêbado espancador e vê que Minny provavelmente não conseguirá um novo emprego, já que fez a patroa comer algo peculiar. Minny podia ser tudo com a arrogante Hilly, menos boba e submissa, o mesmo não ocorria com Leroy.






























